Testes manuais x testes automatizados x crowdtesting

Qual a diferença entre testes manuais, testes automatizados e crowdtesting?

O processo de teste de software e descoberta de bugs evoluiu muito ao longo dos anos com a ajuda da tecnologia. As estratégias de QA hoje normalmente envolvem um misto de testes manuais, testes automatizados e também o novo crowdtesting. A seguir apresentamos uma comparação resumida entre os três modelos.

 

Testes manuais 

  • O que é / como funciona: profissionais testam manualmente os fluxos desejados.
  • Importância / ponto forte: testes manuais são fundamentais por trazer a visão de usuários reais, que é completamente diferente da visão de máquina da automação.
  • Momento ideal: funciona bem como uma camada de validação final, após a execução prévia de testes unitários / automatizados.
  • Profissionais envolvidos: QA Testers, Product Owners, colegas ajudando a testar.
  • O problema / limitação: execução muito lenta e esforço exponencial ao se cobrir múltiplos navegadores, dispositivos e sistemas operacionais.

 

Testes automatizados 🤖

  • O que é / como funciona: testes feitos através de um software programado por um especialista, podendo ser unitário ou ponta a ponta.
  • Importância / ponto forte: testes recorrentes com alta escala e velocidade de execução.
  • Momento ideal: funciona bem como uma camada inicial de testes durante metodologias ágeis de desenvolvimento ou após o desenvolvimento em metodologias tradicionais.
  • Profissionais envolvidos: especialistas em automação, desenvolvedores.
  • O problema / limitação: tempo envolvido no setup e na manutenção dos testes (que tendem a ser frágeis e quebradiços), além de não representar bem a visão de usuários reais.

 

Crowdtesting 👨👩👱

  • O que é / como funciona: testes manuais escaláveis feitos por um painel de milhares de testers.
  • Importância / ponto forte: testes com a visão de usuários reais usando seus próprios dispositivos (proximidade do contexto real de uso e multiplicidade de versões/navegadores/aparelhos), sem perda de escala e velocidade de execução.
  • Momento ideal: funciona tanto como uma camada de validação final após automação quanto como um processo único de QA para times menores.
  • Profissionais envolvidos: QA Testers, Product Owners.
  • O problema / limitação: mais adequado para testes em front-end / interfaces visuais.

 

Montamos uma tabela comparativa dos tipos de teste de QA:

 

Testes manuais

Testes automatizados

Crowdtesting*

Setup fácil e rápido

sim

não

razoável

Alta escalabilidade e velocidade de execução

não

sim

sim

Testes recorrentes com esforço adicional reduzido

não

sim

sim

Fácil manutenção à medida que o software muda

sim

não

sim

Visão do usuário

sim

não

sim

Visão de fora, não viciada

não

não

sim

Testes em dispositivos reais

sim

não

sim

Reduz contratações / mão de obra interna

não

não

sim

Dispensa conhecimentos técnicos / programação

sim

não

sim

Adequado para testes de regressão

não

sim

sim

Testes em front-end / interfaces visuais / ponta a ponta

sim

razoável

sim

Testes em back-end / integração / unitários

razoável

sim

não

* Critérios de crowdtesting conforme o serviço TESTR QA.

 

Mas afinal, qual é a melhor estratégia de testes de QA disponível hoje?

 

Como podemos ver na tabela, nenhum tipo de teste é uma bala de prata que serve perfeitamente para todos os tipos de empresas e objetivos. Mas como via de regra, pode-se dizer que:

 

Produtos/times pequenos podem adotar testes manuais enquanto isso não estiver afetando muito a alocação dos profissionais envolvidos nem prejudicando uma boa cobertura de testes das funcionalidades mais críticas. Quando essas barreiras forem atingidas, o ideal é partir para crowdsourcing ou um misto de crowdsourcing com testes unitários automatizados.

 

Produtos/times grandes que adotam metodologias ágeis normalmente já possuem uma estratégia de testes automatizados. Entretanto, para interfaces que envolvem usuários finais (front-end) e também para testes ponta a ponta, o ideal seria complementar a automação com crowdsourcing, uma vez que (1) scripts não conseguem replicar a diversidade do comportamento de usuários de verdade, deixando passar bugs importantes e (2) automação não é uma boa alternativa para testes ponta a ponta, que dessa forma tendem a ser quebradiços e de difícil manutenção.

 

 

> Este artigo foi escrito por Anderson Sales (Co-founder e CEO da TESTR) e contou com colaboração técnica e revisão de Luiza Guerra (Analista de testes da MaxMilhas).

 

> Conheça o TESTR QA, uma plataforma brasileira de testes ágeis através de crowdsourcing :]

 


Also published on Medium.